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Protocolo modificado de esteira para avaliação da aptidão física na faixa etária pediátrica – comparação com os protocolos Bruce e Balke

O objetivo deste estudo foi comparar os protocolos clássicos Balke e Bruce com a nossa modificação do protocolo Balke no diagnóstico cardiorrespiratório pediátrico. A modificação de Balke consiste em nove estágios por 1 min a uma velocidade constante de 5,6 km x h(-1) e elevação crescente de 6% a 22% em incrementos de 2%. Sessenta crianças saudáveis (média de idade = 13,3+/-0,2 anos; IMC = 18,8+/-0,6 kg x m(-2); média +/- 95% CI), divididas em três grupos de 20 crianças cada, emparelhadas por idade, altura e IMC realizaram testes de exercício cardiopulmonar integrativos utilizando um dos protocolos de esteira mencionados. Ao final de cada incremento do exercício e ao longo do período de recuperação as crianças foram solicitadas a classificar o esforço percebido (RPE) utilizando a escala da categoria Borg Ratio-CR-10. Os resultados dos exercícios mostraram que o protocolo Balke teve a maior duração (21,7+/-0,6 min.) e os menores valores para VO2/kg (34,2+/-1,8 ml x min(-1) x kg(-1)) devido aos incrementos mínimos de carga de trabalho. O protocolo Bruce teve duração intermediária (14,9+/-1,1 min.) e as crianças alcançaram o VO2/kg mais alto (48,6+/-2,7 ml x min(-1) x kg(-1)), mas o teste é limitado por sintomas, o que é eticamente inaceitável na infância. Dados de exercício revelaram que nossa modificação do protocolo clássico de Balke teve uma duração ótima (11 min.) e produziu valores de pico VO2/kg (39,4+/-2,3 ml x min(-1) x kg(-1)) adequados para a avaliação da capacidade de exercício das crianças. A avaliação da capacidade de exercício das crianças foi maior no protocolo Bruce (6,5+/-0,4) e menor no protocolo Balke original (4,5+/-0,8). Em conclusão, a modificação do protocolo de Balke é adequada e confiável para triagem e testes clínicos na faixa etária pediátrica.

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